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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

The Beguiled


Nos anos 70 eu tinha o costume de ás vezes dar uma espiadela na 'Sessão Coruja', ou algo parecido que passava na TV bem tarde. Na volta de alguma saída com os amigos eu apertei o botão (da TV, não tinha controle remoto) e dei de cara com um filme começando com meu herói Clint Eastwood, ou o 'Estranho sem nome', ou 'Dirty Harry'... como vc quiser!!


A princípio pensei que veria mais um daqueles bang-bang, que eu adorava, no qual ele apanhava pra cacete, mas matava todo mundo no final!! A surpresa foi grande... Tinha tudo para ser faroeste mas não era...


'O Estranho Que Nós Amamos' ( The Beguiled ), rodado em 1971, com a direção de Don Siegel, auxiliado por Clint se passa quase que totalmente num internato feminino.
O 'estranho' era um cabo do exército da união, ferido em combate no sul do país e que acaba sendo encontrado por uma garotinha do colégio feminino.


O cabo é levado ao internato, onde consegue bagunçar a vida de todas as internas, incluindo a diretora ( Geraldine Page, brilhante ), a professora titular ( Elizabeth Hartmann, bela atriz) e a aluna Carol ( Jo Ann Harris, malvadinha e safadinha ).


Começa lá dentro um jogo! Quem perderá mais??
Não posso contar mais nada... Foi relançado em dvd!
Assista, é imperdível!!! Depois me contem.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Cold, Cold, Cold!


Qual a canção que você escuta quando está meio down? Ultimamente, não é apenas uma canção que eu ouço, são álbuns inteiros desta banda de Lowell George chamada 'Little Feat'!
'Cold, cold, cold' é a primeira, 'Willin' é a segunda, 'Trouble'..enfim o álbum 'Sailin' Shoes' inteiro!


Fiquei sabendo agora que o nome da banda veio de uma brincadeira. Lowell George estava tocando com o 'Mothers of Invention' de Frank Zappa, e havia uma piada sobre o tamanho dos seus pés: little feet.
Para homenagear os Beatles acabou virando Fe(a)t!! Beetles = Be(a)tles!

Em 69 George recrutou o tecladista Bill Payne, que havia feito testes para o 'Mothers..', o baterista Richie Hayward e o baixista Roy Estrada este também da banda de Zappa, e estava formada uma bandinha de New Orleans pra ninguém colocar defeito.


Sabem como fui apresentado ao Little Feat? Bem, foi Peter Frampton quem me ouriçou!
Nos idos de 1976, Frampton era o 'cara', e ele falou numa entrevista que sua banda favorita era o Feat!! Uauuu, corri atrás deles!
Hoje já ouço Jimmy Page falar que eles tb eram sua banda favorita, aliás vejo um monte de gente que adora os caras! O Feat era a banda das bandas!! Que bom! Antes tarde do que nunca!


Estou me referindo ao Little Feat de 69/79, até a morte prematura de Lowell George por uma overdose acidental com 34 anos. Bom, pra ser sincero eu prefiro até o terceiro álbum deles, depois foi ficando 'free' demais, e até o George se desinteressou.

Pessoal, os álbuns 'Little Feat' de 71, 'Sailin' Shoes' de 72 e 'Dixie Chicken' de 73, tem que estar em toda discoteca que curta aquele som 'sujo de New Orleans'...
Músicas como 'Easy to Slip', 'Lafayette Railroad' e 'On Your Way Down', esta de Allen Toussaint, o mestre pianista de rythym and blues, são verdadeiras obras de arte.

Tá certo, eu ainda prefiro a 'Willin' com seus versos que ficaram famosos: ('... and if you'll give me... weeds, whites and wine, and if you'll show me a sign, I'll be willin', to be movin'...)!
Curiosidade: esta canção apareceu nos dois primeiros álbuns. No primeiro a guitarra solo foi de Ry Cooder, pq George havia ferido o dedo. No 'Sailin' Shoes', George assumiu a guitarra e deu um banho de interpretação... parece outra música!! E olha que sou fã de Ry Cooder tb!!


Em 1978 os caras estavam meio desligados. Lowell George não estava mais afim de continuar com Payne e Hayward na banda, mesmo assim concordou em fazer um álbum ao vivo. O resultado foi 'Waiting for Columbus' lançado em 79, disco duplo, considerado por alguns o melhor álbum ao vivo de uma banda ( só isso??).


George também lançou seu trabalho solo nessa época.... E depois..... Bem, estou ficando deprimido de novo... vou correndo pra casa pra ouvir...


'Willin'... to be moving'.... Cold Cold Cold!!!


God bless you, Lowell George, take care!!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Jesus era Capricorniano...


.... eu sou ariano, mas apesar de todas essas mudanças climáticas, todos esses acontecimentos dramáticos do início de 2011, causados por nós mesmos em nossa absoluta ignorância ( ou falta dela ), quero dizer que sobrou algo de bom, ao menos na música, ou em mim, após um final de ano caótico e umas férias de 6 dias na 'prainha'. 

Faz tempo que quero falar 'deles'!
Nunca alguém me perguntou qual minha cantora preferida... Mesmo assim vou responder: aliás, vou deixar empate, sempre fico na dúvida quando penso nisso!
Rita Coolidge é a primeira que me vem na cabeça, e por isso vou falar um pouquinho sobre ela e seu companheiro da década de 70, Kris Kristofferson! A outra, ninguém me perguntou também, mas era Karen Carpenter!!!
Rita, uma cantora completa de blues, era companheira do grande Leon Russell, tecladista fantástico e com uma voz incrível, que fez imenso sucesso nos idos de 1970. Sua participação no Concerto para Bangladesh junto ao George, Dylan e cia, é inesquecível!
Por volta de 1972, a morena de cabelos compridos conhece Kris Kristofferson, que estava gravando o disco 'Jesus Was a Capricorn', e acrescenta sua 'vozinha mixuruca' em algumas canções.
'Nobody Wins', se tornou inesquecível na voz dos dois.
Moral da história: Rita deixa Russell e vai viver com Kristofferson!
Detalhe: Kris mudou a capa na última hora pra colocar uma foto dos dois juntos! Isso é que é amor!!


Sam Peckinpah, um de meus diretores favoritos, neste momento de transição, escalou Kristofferson para a sua leitura apoteótica da história de Billy The Kid e Pat Garrett. 
O filme foi um marco ( ao menos na minha opinião), descontruindo alguns mitos do velho oeste, e contando com atuações marcantes de James Coburn ( este era ator), do próprio Kris como 'Billy', e de Rita ( que não abriu a boca ), mas não precisou, e até de Bob Dylan ( que tb quase não abriu a boca), ainda bem! 
 
Enfim, o romance de Kris e Rita rendeu frutos: em 1974, pintou o álbum 'Breakaway', um belo dueto! 'Lover Please', 'I've Got to Have You' e 'Rain' são exemplos de quando 'menos' acaba se tornando 'mais'!
Apesar disso, minha impressão foi sempre que Kris limitou a Rita. A gata tinha talento para 'mais', Kris só queria o country!! Mas amor é amor!!


Problemas: assim como Rita tinha chutado Leon... Kris chutou Rita! No final da década de 70, Kristofferson já andava com Barbra Streisand com quem contracenou em 'Nasce Uma Estrela'! 
O tempo passou, ambos fizeram sucesso... Kris no cinema ( 'O Marinheiro Que Caiu em Desgraça com o Mar', é demais ) - depois veio muito lixo nas telinhas - e algumas vezes também em disco.
Uma bolacha ao vivo, ainda em 72, com Coolidge participando, é muito bom: 'Live at the Philharmonic', com  a participação tb de Willie Nelson.


Nos final dos anos 90 o Kris ( que alguém, alguma vez me disse, que só conhecia ele como amante da Janis Joplin) voltou à ativa na música, e foi copilado o álbum 'The Country Collection'.


Em 2009, ele emplaca outra grande sacada country, o disco 'Closer to the Bone'. Confesso que já não imaginava o velho Kristofferson gravando assim. Surpresa Positiva!
'Sister Sinead', claro, - dedicado aquele assunto da Sinead 'O Connor e do Papa, em que Kris acabou retirando Sinead do palco ( sob uma vaia enorme), na homenagem aos 30 anos de carreira de Dylan - é música de primeira.


Confesso que esperava mais de Rita, em carreira-solo, mas posso entender que ás vezes as coisas não funcionam como deveriam. 'The Lady Is Not for Sale', foi um bom presságio, mas ficou nisso!



Prefiro então suas interpretações 'mais sérias' da década de 90, como 'Out of the Blues', em que ela revisita Kristofferson em 'For the Good Times' e 'Nobody  Wins', além de seus blues favoritos, 'Stormy Monday' e 'Bring it on Home to Me' de Sam Cooke.



Para relaxar, antes da volta 'aos trabalhos', vou curtir agora 'Me and Bobby McGee'!
I wish you peace!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Elas Sabem o Que Fazem!



No início dos anos 2000 conheci uma cantora americana de jazz natural de Minneapolis, norte dos EUA. Seu nome é Connie Evingson e sua obra me chegou através do álbum 'Let It Be Jazz - Connie Evingson Sings The Beatles'.
Depois de curtir esse álbum fantástico, com ela cantando os caras de uma maneira que me soou tão natural e segura, me propus a conhecer todo o seu trabalho.



Comecei a comprar seus álbuns anteriores e posteriores - o 'Let It Be...' é de 2003 - diretamente de seu site.
Resultado: comecei a conversar diretamente com a Connie, que me enviou a maioria de seus cds com dedicatória e algumas fotos e postais.


Ao saber que eu tinha conhecido ela através dos Beatles, me mandou um poster da capa do 'Let it Be' com dedicatória também.
Seus álbuns, todos temperados com muito jazz e um piano tocado por diversos artistas amigos dela que sabem muito bem o que fazem, não se encontram aqui no Brasil, infelizmente.
Quem quiser conhecer a Connie, recomendo os discos: 'Gipsy in My Soul', 'The Secret of Christmas', 'Little Dream I Did', 'Fever', e claro, o dos Beatles!


A seleção de Connie para as covers não são óbvias. Você vai encontrar 'Wait' do Rubber Soul, 'The Night Before' do Help!, 'From Me To You' dos primórdios, além de duas versões muito legais de 'When I'm 64'!!
Essa loirinha vai longe...




Em um estilo totalmente diferente, mas não menos espetacular, podemos ouvir a cantora Ann Dyer, americana também, fazendo um álbum 'beatle'. Ann optou por desconstruir o Revolver!
O grande álbum experimental dos caras é virado de cabeça para baixo por Dyer. Eu sempre achei que se você vai fazer um álbum de cover, você tem que ousar. Ou não faça, se for apenas uma mera cópia, com os mesmos arranjos.


O que não faltou a Ann Dyer foi ousadia! O álbum começa com 'She Said She Said'.... Bem, você vai ter que reconhecer as canções, se conseguir. Ela acrescentou 'Rain' ao disco, e excluiu algumas como 'Yellow Submarine' que não se adaptariam ao seu estilo.
Conversei também algumas vezes com Ann, e ela me presenteou com seu primeiro álbum 'Ann Dyer & No Good Time Fairies' ( nome de sua banda ), também um belo trabalho experimental. Seu último trabalho foi 'When I Close My Eyes' de 2004.



Infelizmente, Ann Dyer parou com as gravações. Ela tem se dedicado à yoga, sua grande paixão! Fui convidado para um curso nos EUA este ano para introdução à yoga! Quem sabe....



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Band on the Run - Paul McCartney's Archives


Recebi hoje a versão importada e limitada de luxo do Band on the Run. A edição vem como se fosse um livro grande. Tem 3 cds ( um remasterizado, outro só com bônus e o terceiro com entrevistas) e 1 dvd. 
O dvd vem com milhares de fotos, imagens da época, em Lagos, e um documentário chamado 'One Hand Clapping', rodado tb na época e vários clips, Band on the Run, Mamunia, etc..


O melhor de tudo é que esses 'arquivos' foram supervisionados pelo próprio Paul, e já consta na programação os próximos lançamentos nesse formato: os álbuns 'McCartney', 'Ram' e 'McCartney II'.
Enfim é coisa muito fina, e recomendo para os fãs ávidos por novidades neste Natal!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Come Taste The Band!!


Em 1975, eu engatinhava nos meus primeiros álbuns de rock pesado! Ouvia sempre falar dessa banda chamada Deep Purple, mas conhecia pouco deles.
Sabia que eles tinham tido um vocalista que havia feito o vocal de Jesus na ópera-rock Jesus Christ Superstar. Seu nome era Ian Gillan. Também havia nesta formação mais antiga, um grande guitarrista, sem dúvida um dos maiores do rock, o famoso Ritchie Blackmore, além do baixista Roger Glover.
Esse time de que também fazia parte, Ian Paice na bateria e Jon Lord nos teclados, seria a formação clássica da banda.  


Agora tenho em mãos a edição de 35 anos do álbum 'Come Taste the Band', o primeiro que ouvi deles no final de 75. Este trabalho foi o último durante muito tempo do Deep Purple, pois a banda acabou no início de 1976.
Só ficaram no Deep para este álbum o baterista Paice e o tecladista Lord.
Os novos membros incluíam o baixista Glenn Hughes, o talentoso vocalista David Coverdale, que mais tarde arrasaria no Whitesnake e o recém-chegado guitarrista e vocalista Tommy Bolin.
Bolin era um jovem virtuoso da guitarra, e sua carreira prometia muito, mas foi abreviada ao final de 1976, após uma overdose de heroína, depois de ele abrir um show para Jeff Beck.


Para sermos sinceros este não é um dos melhores trabalhos da banda. Ficou a sensação que eles estavam ainda engrenando como conjunto. O tempo poderia mostrar onde eles poderiam chegar.
Para matar a saudade vou escutar hoje com aquele tesão de um guri de 16 anos as seguintes pauladas: 'Comin' Home', 'Lady Luck', 'Dealer' e 'I Need Love'.


Deguste a banda.... Cheers!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Perdemos!!


Não adianta reclamar! Jogamos melhor, perdemos pelo menos 3 gols no primeiro tempo e no mínimo mais dois no segundo!
Fica aqui o registro da enorme participação da torcida!!! A torcida do Inter sempre foi participativa, mas nunca extrapolou! Enfim, é uma torcida popular e ao mesmo tempo elitizada! Sabemos perder... e não nos damos ao trabalho de 'secar' ninguém!
Até o ano que vem, com mais uma Libertadores!!!


E a nossa torcida ainda por cima é bonita.... hahaha!!!