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domingo, 23 de janeiro de 2011

Troubled Ocean Blue!


Esse carinha de quem vou falar hoje, talvez poucos conheçam. A maioria conhece, mas não sabe quem é... Estou ajudando? Acho que não. Ele era de uma banda praiana! Ficou fácil...
Dennis Wilson, o baterista dos Beach Boys!
The Beach Boys grande banda californiana, capitaneada por seu excêntrico, talentosíssimo produtor, arranjador e vocalista Brian Wilson! Nos anos 60 os caras rivalizavam com os Beatles! Um de cada lado do Atlântico! 
Reza a história que Paul McCartney ficava de olho no que os caras iam lançar lá pelos idos de 66. Brian obviamente tb ficava de soslaio observando os Beatles...


Moral: após 'Rubber Soul', Brian veio com 'Pet Sounds'!!! Obras perfeitas, magníficas. Paul se inspirou e instigou os ingleses até o 'Revolver'!
Brian não se conformou, ele queria mais... Surgiu a louca ideia de um álbum maluco que nunca se concretizou até o século XXI, chamado 'Smile'! Brian apresentou sintomas de loucura durante o projeto, mas o pior foi que durante esse processo todo, os Beatles apresentaram 'Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band'!!!


Foi o que bastou! Brian Wilson surtou de vez!! O resto é história.... A gente vê hoje Brian compondo e se recompondo, mas podemos ver que ele nunca mais será o mesmo!
Claro que havia drogas na história deles. Os Beach Boys, aparentemente eram muito 'bem apresentáveis', nada como uns meninos surfistas e talentosos.


Infelizmente havia problemas na família dos irmãos Wilson. O pai parecia que não aprovava o seu comportamento e deixava isso bem claro, em discussões históricas com Brian que o levaram ás raízes da loucura.
Bem, onde Dennis entra nisso?


Dennis era 'apenas' o baterista, um cara bem apessoado, que tinha fama de conquistador, mas que foi absorvendo todos os problemas da família e tb curtindo tudo o que os 60 podiam proporcionar!

Podemos notar uma evolução impressionante dos caras, de 65 em diante, tentando acompanhar os Beatles. Não apenas na música. Dennis deixa seu cabelo crescer, vira o típico 'hippie' norteamericano e deixa exposta suas fraquezas ao procurar seguir os 'gurus' que estavam na moda.


Adivinhem quem era um dos gurus? Charles Manson em pessoa!!
O anão maluco e inadaptado, que mais tarde ordenaria assassinatos em massa em Los Angeles, de pessoas inocentes e ( ou ) famosas, incluindo o da atriz Sharon Tate ( nunca perdoarei Manson por isto ). Esta ligação de Dennis com Manson o assombraria pelo resto de sua vida!
O que ficou claro, depois de algum tempo, é que Brian Wilson, considerado o maluco de plantão, era fichinha perto de seu irmão mais novo, Dennis!
Muita gente, nem sabe, mas o primeiro álbum solo de um Beach Boy é de Dennis!!


'Pacific Ocean Blue' lançado em 77, é, meus caros amigos, um chute na cara dos Beach Boys!
Isso pra dizer o mínimo! O cara 'navega', para sermos coerentes, em ritmos que variam do blues ao gospel, e até rock...
As canções, na sua maioria assinadas por Dennis e Gregg Jakobson, além de algumas parcerias com seu outro irmão Carl Wilson, são no mínimo estranhas!
Tive contato, após muita pesquisa com esse trabalho visionário e muito louco, após ele ter estado fora de catálogo por muitos anos.... E o melhor, ele veio em cd duplo, digypak, incluindo o segundo álbum que Dennis começou a trabalhar logo depois do lançamento de 'Pacific...'!!
Este segundo disco, nunca seria terminado. O trabalho que ficou conhecido como 'Bambu ( The Caribou Sessions )', ainda não tinha visto a luz do dia, até pouco tempo atrás.! 

Amigos, Dennis Wilson morreu em 1983, fazendo o que mais gostava, que era surfar!

Seu trabalho solo que agora tenho em mãos, me deixou muito impressionado. O cara tinha talento. Diferentemente de Brian, talvez ele não conseguisse colocar pra fora tudo o que sentia, e quando em trabalho solo isto finalmente aconteceu poucos puderam sentir!  


Este epitáfio acho que lhe cai bem... 'Love Remember Me'!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sábado Arborio!!



Eu precisava disso!! Sair, curtir a natureza, depois de uma semana 'beneath the underdog', e curti, curti muito!!
Subi a estrada de Arroio Grande para Silveira Martins e dei de cara com o 'Arborio'!! 
Não sou de fazer propaganda, nem de mim mesmo, mas curti o lugar, e quero passar isso aos amigos que de vez em quando não gostam de levantar a bunda da cadeira de algum buffezinho...


Curtam, arrisquem, experimentem.... Não apenas domingo de manhã pra livrar a mulher da cozinha. Vamos tornar isso uma regra... uma ceva à tardinha  na subida da 4ª colônia.
O lugar é demais, dá de cara com o morro, uma aguinha correndo - quando a natureza colabora - na forma de um riacho, e claro, a cozinha que eu já conhecia de meu amigo Júnior e sua esposa Malu, sempre atenciosa e dando um banho de simpatia!


Estou ansioso para 'conhecer' de novo o local à noite! 
O projeto ficou à cargo de Dado Barrichello, valorizando tudo o que é da terra. Curti muito!
O que mais gostei, além da decoração maneira, as mesas jogando com o ambiente e cada uma com um formato, um barzinho pra vc sentar, etc... Foi o descompromisso com o horário.


Acho isso inovador aqui nas nossas bandas. Vc pode chegar no Arborio lá pelas 11 da manhã em diante nos finais de semana que vc vai curtir um belo risoto, uma pizza (maravilhosa, curti muito) ou um salmão bem transado! As entradinhas que experimentei, são demais, mas a galera vai ter que ir lá pra saber quais são!!
Durante a semana, não se acanhe, os produtos bem legais da colônia, estão lá a partir das 13 horas, e o melhor, vc liga e marca um jantinha bem feita com sua gata também!


A iluminação do local é outro show à parte!!
Bem, ok... Tirem sua próprias conclusões indo lá!!
Curtindo esta bela noite de verão e com a Itália na cabeça, vou dormir ouvindo 'Champagne'!!


xxx

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Leituras de Verão!!



Desde maio de 2010 - acho que a feira do livro contribuiu para isso - estou com uma fila enorme de livros para ler. O pior ( ou melhor ) é que ela só aumenta.
Estão na fila: poesias, contos, biografias etc... etc...
Exemplos: Ulisses de James Joyce - em homenagem ao Guina, será que vou ter coragem de ler? -, Ariel de Sylvia Plath ( minha irmã traduziu, vou ter que ler ), Tess de Thomas Hardy, O Gattopardo de Tomasi di Lampedusa, Vinicius de Moraes, Fernando Pessoa, William Saroyan, Albert Camus, Shelley, T. S. Elliot, Robert Burns, John Keats... chega!!
Acho melhor falar do que estou lendo, ou dos que serão os próximos.


Não poderia ficar sem ler a auto-biografia do Keith Richards, apesar de como ele, eu também desconfiar de sua memória! Mas olha, o cara tá mandando bem, estou na metade do livro, e é aquele tipo de leitura que não cansa. Confirmei muito do que já sabia - minha informações bateram com as de Keef em quase tudo -, e o cara é muito cabeça boa. Claro que o centro de suas atenções são os Stones, ele cita os primeiros lugares dos seus singles, etc, etc,,, e omite, claro, o que os Beatles fizeram, antes e melhor... mas nada de mais!
Outro livrinho alto-astral que já bisolhei foi 'O Que Keith Richards Faria em seu Lugar?' de Jessica West! Muito alto astral!!


Os Beatles, sempre tenho que ler algo deles, não sei porque,.... comparecem com um sua vida em quadrinhos: 'The Beatles Experience' da Rock'n' Roll Comics, grafia e produção de Chad Jones desenhos de Patrick Foster e Jaymes Reed.
Pessoal, quem adora Beatles ou gosta de história em quadrinhos, este livro é sensacional!! Conta toda a história dos caras até 1991! As histórias são reais, ou lendas que se afirmaram como realidade. Vale a pena.


Estou lutando desde novembro com a auto-biografia de Charles Mingus, 'Saindo da Sarjeta' ( Beneath The Underdog). Uma tradução mais exata do título seria 'Embaixo do Cu do Cachorro', mas pra que complicar, né?
O livro é bom, mas Mingus - grande baixista de jazz já falecido, autor de álbuns marcantes como 'The Clown', 'Ah Um', 'Oh Yeah' - sempre se refere a ele mesmo como 'my boy' ( o meu garoto ), enchendo um pouco o saco. Sua infância difícil, os preconceitos que enfrentou tanto dos brancos como dos negros estão ali  presentes. Prometo terminar este livro até o fim do.... ano!!
Pelo menos terminei o 'A Love Supreme'  de Ashley Kahn, sobre a feitura desse álbum fantástico de John Coltrane, que já comentei aqui no blog. Recomendo para os interessados em jazz.


Os próximos da fila serão: 'Ponto Final' de Mikal Gilmore, crônicas sobre os anos 60 e nossos heróis!! Gilmore escreveu e escreve para a Rolling Stone. Na minha opinião é um dos caras que mais entende de música, e não é pedante. Mikal tem uma história trágica na família. Nos anos 80, seu irmão Gary Gilmore foi o primeiro americano a cumprir pena de morte após muitos anos. O cara assassinou dois mórmons em Salt Lake City, e depois praticamente implorou para ser executado. Esta história real está no livro 'Tiro no Coração' escrito por Mikal sobre sua família e o caso de seu irmão. Pesadíssimo, mas bom!   


E vou terminar minhas leituras de verão com a história de 'Bonnie & Clyde' de Paul Schneider. A vida dessa dupla de assaltantes foi imortalizada no cinema com Warren Beatty e Faye Dunaway, mas confesso que estou louco para ler algo sobre eles. Como começaram, quantos mataram, etc, etc..hehehe.

Outra hora continuo com a lista!!! Boa leitura!!!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

The Beguiled


Nos anos 70 eu tinha o costume de ás vezes dar uma espiadela na 'Sessão Coruja', ou algo parecido que passava na TV bem tarde. Na volta de alguma saída com os amigos eu apertei o botão (da TV, não tinha controle remoto) e dei de cara com um filme começando com meu herói Clint Eastwood, ou o 'Estranho sem nome', ou 'Dirty Harry'... como vc quiser!!


A princípio pensei que veria mais um daqueles bang-bang, que eu adorava, no qual ele apanhava pra cacete, mas matava todo mundo no final!! A surpresa foi grande... Tinha tudo para ser faroeste mas não era...


'O Estranho Que Nós Amamos' ( The Beguiled ), rodado em 1971, com a direção de Don Siegel, auxiliado por Clint se passa quase que totalmente num internato feminino.
O 'estranho' era um cabo do exército da união, ferido em combate no sul do país e que acaba sendo encontrado por uma garotinha do colégio feminino.


O cabo é levado ao internato, onde consegue bagunçar a vida de todas as internas, incluindo a diretora ( Geraldine Page, brilhante ), a professora titular ( Elizabeth Hartmann, bela atriz) e a aluna Carol ( Jo Ann Harris, malvadinha e safadinha ).


Começa lá dentro um jogo! Quem perderá mais??
Não posso contar mais nada... Foi relançado em dvd!
Assista, é imperdível!!! Depois me contem.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Cold, Cold, Cold!


Qual a canção que você escuta quando está meio down? Ultimamente, não é apenas uma canção que eu ouço, são álbuns inteiros desta banda de Lowell George chamada 'Little Feat'!
'Cold, cold, cold' é a primeira, 'Willin' é a segunda, 'Trouble'..enfim o álbum 'Sailin' Shoes' inteiro!


Fiquei sabendo agora que o nome da banda veio de uma brincadeira. Lowell George estava tocando com o 'Mothers of Invention' de Frank Zappa, e havia uma piada sobre o tamanho dos seus pés: little feet.
Para homenagear os Beatles acabou virando Fe(a)t!! Beetles = Be(a)tles!

Em 69 George recrutou o tecladista Bill Payne, que havia feito testes para o 'Mothers..', o baterista Richie Hayward e o baixista Roy Estrada este também da banda de Zappa, e estava formada uma bandinha de New Orleans pra ninguém colocar defeito.


Sabem como fui apresentado ao Little Feat? Bem, foi Peter Frampton quem me ouriçou!
Nos idos de 1976, Frampton era o 'cara', e ele falou numa entrevista que sua banda favorita era o Feat!! Uauuu, corri atrás deles!
Hoje já ouço Jimmy Page falar que eles tb eram sua banda favorita, aliás vejo um monte de gente que adora os caras! O Feat era a banda das bandas!! Que bom! Antes tarde do que nunca!


Estou me referindo ao Little Feat de 69/79, até a morte prematura de Lowell George por uma overdose acidental com 34 anos. Bom, pra ser sincero eu prefiro até o terceiro álbum deles, depois foi ficando 'free' demais, e até o George se desinteressou.

Pessoal, os álbuns 'Little Feat' de 71, 'Sailin' Shoes' de 72 e 'Dixie Chicken' de 73, tem que estar em toda discoteca que curta aquele som 'sujo de New Orleans'...
Músicas como 'Easy to Slip', 'Lafayette Railroad' e 'On Your Way Down', esta de Allen Toussaint, o mestre pianista de rythym and blues, são verdadeiras obras de arte.

Tá certo, eu ainda prefiro a 'Willin' com seus versos que ficaram famosos: ('... and if you'll give me... weeds, whites and wine, and if you'll show me a sign, I'll be willin', to be movin'...)!
Curiosidade: esta canção apareceu nos dois primeiros álbuns. No primeiro a guitarra solo foi de Ry Cooder, pq George havia ferido o dedo. No 'Sailin' Shoes', George assumiu a guitarra e deu um banho de interpretação... parece outra música!! E olha que sou fã de Ry Cooder tb!!


Em 1978 os caras estavam meio desligados. Lowell George não estava mais afim de continuar com Payne e Hayward na banda, mesmo assim concordou em fazer um álbum ao vivo. O resultado foi 'Waiting for Columbus' lançado em 79, disco duplo, considerado por alguns o melhor álbum ao vivo de uma banda ( só isso??).


George também lançou seu trabalho solo nessa época.... E depois..... Bem, estou ficando deprimido de novo... vou correndo pra casa pra ouvir...


'Willin'... to be moving'.... Cold Cold Cold!!!


God bless you, Lowell George, take care!!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Jesus era Capricorniano...


.... eu sou ariano, mas apesar de todas essas mudanças climáticas, todos esses acontecimentos dramáticos do início de 2011, causados por nós mesmos em nossa absoluta ignorância ( ou falta dela ), quero dizer que sobrou algo de bom, ao menos na música, ou em mim, após um final de ano caótico e umas férias de 6 dias na 'prainha'. 

Faz tempo que quero falar 'deles'!
Nunca alguém me perguntou qual minha cantora preferida... Mesmo assim vou responder: aliás, vou deixar empate, sempre fico na dúvida quando penso nisso!
Rita Coolidge é a primeira que me vem na cabeça, e por isso vou falar um pouquinho sobre ela e seu companheiro da década de 70, Kris Kristofferson! A outra, ninguém me perguntou também, mas era Karen Carpenter!!!
Rita, uma cantora completa de blues, era companheira do grande Leon Russell, tecladista fantástico e com uma voz incrível, que fez imenso sucesso nos idos de 1970. Sua participação no Concerto para Bangladesh junto ao George, Dylan e cia, é inesquecível!
Por volta de 1972, a morena de cabelos compridos conhece Kris Kristofferson, que estava gravando o disco 'Jesus Was a Capricorn', e acrescenta sua 'vozinha mixuruca' em algumas canções.
'Nobody Wins', se tornou inesquecível na voz dos dois.
Moral da história: Rita deixa Russell e vai viver com Kristofferson!
Detalhe: Kris mudou a capa na última hora pra colocar uma foto dos dois juntos! Isso é que é amor!!


Sam Peckinpah, um de meus diretores favoritos, neste momento de transição, escalou Kristofferson para a sua leitura apoteótica da história de Billy The Kid e Pat Garrett. 
O filme foi um marco ( ao menos na minha opinião), descontruindo alguns mitos do velho oeste, e contando com atuações marcantes de James Coburn ( este era ator), do próprio Kris como 'Billy', e de Rita ( que não abriu a boca ), mas não precisou, e até de Bob Dylan ( que tb quase não abriu a boca), ainda bem! 
 
Enfim, o romance de Kris e Rita rendeu frutos: em 1974, pintou o álbum 'Breakaway', um belo dueto! 'Lover Please', 'I've Got to Have You' e 'Rain' são exemplos de quando 'menos' acaba se tornando 'mais'!
Apesar disso, minha impressão foi sempre que Kris limitou a Rita. A gata tinha talento para 'mais', Kris só queria o country!! Mas amor é amor!!


Problemas: assim como Rita tinha chutado Leon... Kris chutou Rita! No final da década de 70, Kristofferson já andava com Barbra Streisand com quem contracenou em 'Nasce Uma Estrela'! 
O tempo passou, ambos fizeram sucesso... Kris no cinema ( 'O Marinheiro Que Caiu em Desgraça com o Mar', é demais ) - depois veio muito lixo nas telinhas - e algumas vezes também em disco.
Uma bolacha ao vivo, ainda em 72, com Coolidge participando, é muito bom: 'Live at the Philharmonic', com  a participação tb de Willie Nelson.


Nos final dos anos 90 o Kris ( que alguém, alguma vez me disse, que só conhecia ele como amante da Janis Joplin) voltou à ativa na música, e foi copilado o álbum 'The Country Collection'.


Em 2009, ele emplaca outra grande sacada country, o disco 'Closer to the Bone'. Confesso que já não imaginava o velho Kristofferson gravando assim. Surpresa Positiva!
'Sister Sinead', claro, - dedicado aquele assunto da Sinead 'O Connor e do Papa, em que Kris acabou retirando Sinead do palco ( sob uma vaia enorme), na homenagem aos 30 anos de carreira de Dylan - é música de primeira.


Confesso que esperava mais de Rita, em carreira-solo, mas posso entender que ás vezes as coisas não funcionam como deveriam. 'The Lady Is Not for Sale', foi um bom presságio, mas ficou nisso!



Prefiro então suas interpretações 'mais sérias' da década de 90, como 'Out of the Blues', em que ela revisita Kristofferson em 'For the Good Times' e 'Nobody  Wins', além de seus blues favoritos, 'Stormy Monday' e 'Bring it on Home to Me' de Sam Cooke.



Para relaxar, antes da volta 'aos trabalhos', vou curtir agora 'Me and Bobby McGee'!
I wish you peace!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Elas Sabem o Que Fazem!



No início dos anos 2000 conheci uma cantora americana de jazz natural de Minneapolis, norte dos EUA. Seu nome é Connie Evingson e sua obra me chegou através do álbum 'Let It Be Jazz - Connie Evingson Sings The Beatles'.
Depois de curtir esse álbum fantástico, com ela cantando os caras de uma maneira que me soou tão natural e segura, me propus a conhecer todo o seu trabalho.



Comecei a comprar seus álbuns anteriores e posteriores - o 'Let It Be...' é de 2003 - diretamente de seu site.
Resultado: comecei a conversar diretamente com a Connie, que me enviou a maioria de seus cds com dedicatória e algumas fotos e postais.


Ao saber que eu tinha conhecido ela através dos Beatles, me mandou um poster da capa do 'Let it Be' com dedicatória também.
Seus álbuns, todos temperados com muito jazz e um piano tocado por diversos artistas amigos dela que sabem muito bem o que fazem, não se encontram aqui no Brasil, infelizmente.
Quem quiser conhecer a Connie, recomendo os discos: 'Gipsy in My Soul', 'The Secret of Christmas', 'Little Dream I Did', 'Fever', e claro, o dos Beatles!


A seleção de Connie para as covers não são óbvias. Você vai encontrar 'Wait' do Rubber Soul, 'The Night Before' do Help!, 'From Me To You' dos primórdios, além de duas versões muito legais de 'When I'm 64'!!
Essa loirinha vai longe...




Em um estilo totalmente diferente, mas não menos espetacular, podemos ouvir a cantora Ann Dyer, americana também, fazendo um álbum 'beatle'. Ann optou por desconstruir o Revolver!
O grande álbum experimental dos caras é virado de cabeça para baixo por Dyer. Eu sempre achei que se você vai fazer um álbum de cover, você tem que ousar. Ou não faça, se for apenas uma mera cópia, com os mesmos arranjos.


O que não faltou a Ann Dyer foi ousadia! O álbum começa com 'She Said She Said'.... Bem, você vai ter que reconhecer as canções, se conseguir. Ela acrescentou 'Rain' ao disco, e excluiu algumas como 'Yellow Submarine' que não se adaptariam ao seu estilo.
Conversei também algumas vezes com Ann, e ela me presenteou com seu primeiro álbum 'Ann Dyer & No Good Time Fairies' ( nome de sua banda ), também um belo trabalho experimental. Seu último trabalho foi 'When I Close My Eyes' de 2004.



Infelizmente, Ann Dyer parou com as gravações. Ela tem se dedicado à yoga, sua grande paixão! Fui convidado para um curso nos EUA este ano para introdução à yoga! Quem sabe....