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quinta-feira, 16 de julho de 2015

CAT STEVENS/ YUSUF




                                                             TALENTO NATURAL


Vou combinar com vocês que apesar de ele ter se convertido ao Islã em 1977, e trocado seu nome para Yusuf Islam, ainda gosto de chamá-lo de Cat Stevens, seu nome artístico, ou simplesmente CAT!
Sem dúvida um dos maiores compositores ingleses dos anos 60/70, Steven Demetre Georgiou, filho de pai grego e mãe sueca, completa 67 anos neste 21 de julho.


Cat era aquele tipo de artista de quem você poderia comprar um disco de olhos fechados. Desde seu primeiro álbum, em 1967, chamado 'Matthew and Son', em que a faixa título e 'I Love My Dog', emplacaram nas paradas, sua carreira foi uma das mais bem sucedidas do show biz!

Não pense, porém, que Cat se contentava com o sucesso fácil. Álbuns como 'Mona Bone Jakon' (1970), são já uma amostra de suas preocupações com o mundo consumista e superficial que o inglês já detestava naquela época.
Neste mesmo ano de 1970, ele lança 'Tea for the Tilerman', provavelmente seu mais acessível trabalho, em que desfilam algumas de suas melhores canções. A música 'Father and Son' se tornou um clássico instantâneo, unindo gerações.

Sempre evoluindo, em 1971 Cat vem com 'Teaser and the Firecat', disco em que suas preocupações com a paz mundial, em uma época extremamente conflituosa, ficavam mais fortes. A canção 'Peace Train', virou seu hino à paz, até os dias atuais. Outro destaque é 'Morning Has Broken', testemunha do perfeccionismo musical de Cat.

Em 1973, Stevens se saiu com um álbum muito diferente. Dispensando o produtor de longa data Paul Samwell-Smith, e sua banda habitual, ele descobriu que sua maior influência era a música negra, e não o rock. Como ele havia morado algum tempo no Brasil, para fugir do imposto de renda britânico, ele entitulou o disco de 'Foreigner'. Ali não havia nenhuma música comercial, e o que deixou seus fãs de cabelo em pé, era que o lado A era composto de uma única canção: 'Foreigner Suite', com seus mais de 18 minutos.

'Buddha and the Chocolate Box' (74), é mais dinâmico em sua essência, e o hit 'Oh Very Young', deu aos fãs um pouco do que eles esperavam.
 Ele já não dava a mínima para o sucesso, mas em 1976, Rod Stewart lança o álbum 'A Night on the Town', em que a música 'The First Cut is the Deepest', antiga composição de Stevens, rouba o álbum, e emplaca nas paradas. Todos queriam ouvir novamente o 'velho Cat', mas ele já está noutra!

 Seu último álbum da fase Cat Stevens foi 'Izitso', lançado no início de 1977. Um belíssimo adeus do iluminado Mestre aos seus fãs ocidentais.
No ano de 1978, ele ainda lançaria 'Back to Earth', mas as canções já não tinham nada a ver com o antigo Cat!


Depois de sua conversão, Yusuf silenciou durante muitos anos, Sendo entrevistado uma vez ou outra, quando ficamos sabendo que ele havia casado. Suas declarações também foram desastrosas, ele mesmo reconheceria depois, sobre a pena de morte imposta pelo Islã ao escritor Salman Rushdie.

Como sua vida deve ter se tornado um tanto monótona, digamos assim, parece que Yusuf, começou aos poucos a compor novamente. Em 2006, finalmente, um novo disco de Yusuf (Cat) seria lançado.
'An Other Cup', mostra que o velho sábio não perdeu seu talento nem sua voz. Ele até ressuscitou o antigo sucesso 'Don't Let Me Be Misuderstood', praticamente se apropriando da canção.
'Roadsinger' de 2009 e o mais recente 'Tell'em I'm Gone', nos mostram um artista ainda sensível, sem radicalismos, e o que é muito importante: disposto a voltar a gravar e fazer turnês.

Grande Cat. Grande Yusuf!!





2 comentários:

Alice disse...

Não falou da minha preferida... Lady D'Arbanville

Eduardo Lenz de Macedo disse...

Sim, Alice! Esqueci completamente! hehehe... São tantas músicas lindas do Cat, que a gente se perde! Valeu!